Estou morto.
Que não te sintas enganada
pois conheceste-me morto,
morto,
morto para este mundo.
Não sei como pude ter a esperança
de sentir o meu coração bater,
se tudo o que trago nas minhas veias,
é pó e cinza.
Aí são manhãs, aqui, noites,
são as noites que são de agonia e de amargura,
nem de cansaço adormeço,
e é ver mais um nascer de sol perdido.
Passo as horas enevoado,
tal é a tristeza que me assola,
sabendo que existes,
mas tão longe.
Que não nos falte a tinta
para nos amargurar o resto dos nossos dias.
É a sina, a nossa triste sina.
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